quinta-feira, agosto 18, 2011

Conan - O Bárbaro (2011)




      Criado por Robert E. Howard, o cimério Conan, do continente fictício da Hibórea, nasceu na literatura pulp depois migrou para os quadrinhos, cinema, televisão e games. Um novo filme chamado Conan - O Bárbaro estreia em 2011 e pretende dar nova força à marca e ao personagem.

A trama contará a história de Conan, o cimério, e suas aventuras através do continente de Hibórea em busca de vingança pelo assassinato de seu pai e a destruição de sua vila. No elenco estão Jason Momoa (Conan), Rachel Nichols (Tamara), Stephen Lang (Khalar Singh), Rose McGowan (Marique), Bob Sapp (Ukafa), Ron Perlman (Corin) e Leo Howard (Conan jovem).

Marcus Nispel (Sexta-Feira 13) dirige a volta ao cinema de Conan, que está marcada para 19 de agosto nos EUA e 16 de setembro no Brasil.

 Apesar do título idêntico ao do filme de 1982 estrelado por Arnold Schwarzenegger, não é um remake, mas uma abordagem distinta ao clássico da literatura pulp criado por Robert E. Howard em 1932.


A trama de ambas as produções cinematográficas começa parecida. O jovem Conan sobrevive ao massacre de seu povo por um conquistador e cresce em busca de vingança. Aqui o alvo dessa jornada é Khalar Zim (Stephen Lang), vilão que busca reunir todas as partes de uma máscara ancestral para reviver sua esposa, uma feiticeira poderosa, e juntos dominarem o mundo.

O longa de Marcus Nispel, roteirizado por Thomas Dean Donnelly e Joshua Oppenheimer (Dylan Dog), de certa maneira, é até mais fiel ao material original que o longa-metragem dirigido por John Milius. O personagem no novo filme não é o bárbaro monossilábico que o cinema nos apresentou na pele de Schwarzenegger, mas um guerreiro astuto e cheio de recursos, muito mais próximo do ladrão hábil que E. Howard imaginou.


Jason Momoa (Game of Thrones), o novo cimério, por esse ângulo, faz um trabalho razoável. Luta bem e tem a mistura certa de carisma e brutalidade. Definitivamente, o problema do filme não é seu protagonista - ainda que o elenco de apoio deixa a desejar, especialmente Lang, repetindo a pose de vilão de Avatar; Rose McGowan (exagerada como a filha feiticeira de Zim, Marique) e a fraquíssima Rachel Nichols (a sacerdotisa Tamara), que mais uma vez prova sua inépcia.


Porém, enquanto o filme original tinha o talento de Milius, que efetivamente entende o cinema e seus recursos, entregando sequências memoráveis - como a da bela elipse do crescimento do menino-escravo Conan na roda da moenda ou o ataque misterioso do início do filme -, o novo longa busca desesperadamente adequar-se à ideia do cinema de "espada e feitiçaria" que corre hoje em Hollywood.


De qualquer forma enquanto o novo longa não sai, vale a pena conferir os dois filmes com Arnold Schwarzenegger dos anos 80, “Conan o bárbaro e Conan o destruidor”. Sendo que o primeiro é melhor. E para os fãs mais animados confira também as histórias em quadrinhos do guerreiro Conan. É diversão garantida! 

 Filme 2011

Revista em quadrinhos

 O antigo e o novo Conan

  Clássica revista que mostra quem é esse héroi

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