segunda-feira, março 10, 2014

Heroes foi ressuscitada pela NBC e terá nova temporada





Do nada, o canal norte-americano NBC informou durante a transmissão das Olimpíadas de Sochi que a série Heroes, criada por Tim Kring em 2006 e cancelada em 2010 sem final, vai ganhar uma nova temporada em 2015, assim como a Fox está fazendo com 24. Com o título de Heroes: Reborn (Heroes: Renascido), o canal anuncia o retorno como uma “event series” ou minissérie, que nada mais é do que uma quinta temporada encurtada e com 13 episódios fechados.



Há um porém. A temporada será focada em um novo grupo de herois (mesmo porque muita gente do elenco original já seguiu em frente na vida), mas o canal não descarta algumas participações especiais. A nova temporada será introduzida em uma série de mini-episódios online para depois seguir para a TV.
Heroes  contava a história de pessoas comuns que descobriam, da noite pro dia, terem poderes especiais. Sua primeira temporada foi um grande sucesso, mas o texto bagunçado de Kring fez com que as temporadas seguintes perdessem cada vez mais interesse de público e crítica, já que a série não ia a lugar algum.
Em uma entrevista, ele chegou a dizer que sua criação tinha alguns problemas. Depois, afirmou que iria melhorar o drama após despedir dois roteiristas e pediu ajuda a Bryan Fuller (Hannibal). Não deu certo. Em um painel num evento de roteiristas, então, o sujeito admitiu que o processo criativo de Heroes era problemático, que nunca havia escrito um final para a série e nem ao menos traçado um guia para as temporadas (o que no meio chamam de “bíblia da produção”). Criou personagens com a intenção de descartá-los ao final de cada ano, mas precisou engavetar essa ideia por pressão do público e da emissora:




    “A premissa da série me conquistou, mas assim que a idéia original terminou, os personagens não traziam mais questionamentos ou crises existenciais e aí começou a ficar difícil para eu me conectar com o texto. (…) Não temos uma ilha pra escapar.”


Kring afirmou também que não tinha controle sobre o elenco, que acabou virando amigo de todo mundo e que era difícil separar este papel do encargo de ser chefe, pois não sabia delegar funções e acabava tendo que fazer tudo sozinho. Depois se gabou de ter tido ótimas sacadas como o sangue de Claire (personagem de Hayden Pannetiére) que regenerava e salvava pessoas, mas acabou reconhecendo que isso funcionou como uma faca de dois gumes, já que tudo passou a ficar muito fácil: “tivemos que tirar o corte da faca”, relatou. Tim Kring aproveitou experiência teve no comando da multimilionária produção e deu uma dica aos jovens roteiristas e aspirantes que assistiam sua palestra, sugerindo que nunca criem tramas com viagem no tempo:

    “Isso é um campo minado que fará sua cabeça explodir e te deixará louco. Tentei utilizar este recurso com uma certa dosagem de regras, mas tudo tem sido muito complicado pra nós. Vamos parar um pouco com isso nos próximos capítulos.”



Mesmo assim, Kring desejou ser possível que ele voltasse no tempo para corrigir todos os seus erros e que tentava não mais ficar chateado com a “ciência imperfeita que é fazer uma série” (Vince Gilligan discordaria desta afirmação, né?). Mas a melhor parte ficou para o final, quando ele decidiu culpar a imensa queda na audiência à crise econômica, à greve dos roteiristas e especialmente às mídias digitais (TiVo, DVD e Internet) que atraíam os mais espertos e deixavam apenas os bobos assistindo séries quando elas eram exibidas ‘ao vivo’ na TV!





Após o fracasso de Touch na Fox, Kring trará toda a sua genialidade e talento como showrunner para mais uma temporada de Heroes ma NBC!










Fonte: Ligado em Serie

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