quarta-feira, março 12, 2014

"Ninfomaníaca: Volume 2" chega aos cinemas





O filme dirigido por Lars von Trier tem em seu elenco nomes como Charlotte Gainsbourg, Shia LaBeouf, Uma Thurman, Willem Dafoe e Stellan Skarsgård.
Como um coito interrompido, "Ninfomaníaca: Volume 2" chega aos cinemas nesta quinta-feira, 13 de março, para contar o final da saga erótica de Joe. Um volume pode ser melhor do que o outro, mas isso não significa que são dois filmes diferentes. A divisão, nesse caso, deixa uma pulga atrás das orelhas mais céticas de que se trata de um recurso para ganhar dinheiro. O sabor amargo e a sensação de que algo faltava ao ver subir os créditos da parte 1 persiste aqui, só que dessa vez acompanhado da pergunta: era só isso?

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A segunda parte continua a narração da personagem de Charlotte Gainsbourg a Seligman (Stellan Skarsgard), que persiste em seus comentários filosóficos distantes e metáforas que, salvo raras exceções, nada agregam a ninguém. Após descobrir que o amor não era bem o ingrediente de que precisava, ao final do Volume I, a protagonista detalha o restante de seu relacionamento com Jerome (Shia LaBeouf) e as suas novas aventuras sexuais, até o momento em que explica como foi parar no beco onde é encontrada no início de toda a história.


O filme segue a mesma estrutura do Volume I, sem reviravoltas ou mudanças de tom, e não inventa muito dessa vez, como nos capítulos do anterior. Diferentemente de obras como "Anticristo" e "Dançando no Escuro", em que a provocação do espectador vinha muito com o choque, aqui, ainda que cenas de sexo e sadomasoquismo sejam explícitas, esse não é o caso. Lars não usa o erotismo ou o sadismo para provocar o público.



Nesse Volume II, ele firma a principal temática de sua obra, que é a hipocrisia das pessoas. Quem sugere isso é a própria protagonista, ao definir qual palavra melhor descreve o ser humano. Na primeira parte, já estava mais do que explícito a chacota à suposta superioridade do sexo masculino. Agora, a hipocrisia vai além de questões de gênero e está presente também na religião e nas relações sociais de uma forma geral.



No entanto, as digressões de Lars von Trier são rasas e até mesmo pretensiosas. O que, para quem conhece o histórico polêmico do cineasta dinamarquês, faz levantar duas teses. A primeira, de que o diretor está o tempo todo zombando da cara das pessoas. A segunda, que ele é um tremendo marqueteiro, já que conseguiu vender um mesmo produto e ganhar duas vezes por isso. Nas duas alternativas, infelizmente, quem sai perdendo é o espectador. Resta saber se após o sucesso do primeiro filme, que levou 250 mil brasileiros aos cinemas, von Trier irá rir por último.
















Fonte: MSN / Pure Cine

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