segunda-feira, maio 25, 2015

Interpretações de Lost





Há cinco anos, era exibido o último episódio da série.


Produzida pela rede de televisão ABC, dos Estados Unidos, a série Lost conta a história dos sobreviventes de uma queda de avião em uma ilha tropical. O voo 815 da Oceanic Airlines, que viajava da cidade de Sydney, na Austrália, para Los Angeles não concluiu sua trajetória, deixando uma série de sobreviventes ilhados sem qualquer contato com o resto do mundo, tendo que sobreviver com recursos naturais, enterrar os mortos e refletir sobre as possibilidades de futuro e de resgate. Mesmo cinco anos após o fim da série, ela serve como plano de fundo para muitas discussões e novos espectadores.


A série utiliza de elementos cinematográficos como o flashback (volta ao passado) para contar a história dos personagens antes do voo, e cria inúmeras interligações entre passado e presente, o que acaba montando um quebra-cabeça na mente de quem assiste. Além disso, vários mistérios sondam a ilha, criando tramas complexas e curiosas, cheias de referências à arte, religião, política, filosofia e ciências. A série emplacou em 2005 o prêmio Emmy de melhor série de drama para televisão, e no ano seguinte, o Globo de Ouro na mesma categoria.



Inovação

“O legal de assistir Lost é o frisson mental de poder acompanhar todas essas tramas que criam uma grande incógnita na cabeça, fazendo com que as pessoas queiram assistir mais. A edição causa todo um clima”, afirma Naira Pacheco, de 37 anos, que afirma que tinha surtos de ansiedade para ver os capítulos da série na época que ela ainda estava em produção. “Era difícil segurar a vontade de ver quando saia um episódio semanalmente, e depois que a temporada acabava, era preciso esperar um ano. O consolo dos fãs era ficar especulando no Orkut, na época”.


A série também foi citada na lista Melhores séries de todos os tempos, da revista Empire na quinta colocação. Em resenha feita pela revista, o ponto de destaque dos críticos é a complexidade e criatividade que unidas evocam sensações novas dentro de quem assiste. “Uma estrutura inovadora que coloca cada personagem como foco central de um episódio, com flashbacks e flashforwards expandindo histórias de fundo, garante o desenvolvimento de todo o elenco além das limitações de uma narrativa principal”. A revista ainda cita o último episódio da primeira temporada, Exodus (dividido em duas partes), como sendo o melhor da série.



Expansão

Na época em que a série era exibida semanalmente em temporadas anuais, os produtores da série utilizavam uma série de plataformas midiáticas para desenvolverem a trama de uma maneira não tão dependente apenas dos episódios e da televisão. “Me lembro que a equipe de Lost criou até um site pra banda de um dos sobreviventes, lembrando-se de anunciar no site o desaparecimento desse personagem em uma queda de avião”, afirma Luiz da Luz, fã da série.


O uso do recurso virtual para espalhar precedentes sobre a serie visava criar um clima ainda mais profundo do que a simples referência a personagens em sites aparentemente reais. Foi lançado inclusive um diário de uma passageira do voo 815 que não é retratada na série, supondo que inclusive os mortos do acidente tinham uma existência real, o que muitas vezes empolgava ainda mais quem assistia.


Opiniões

Muitas passagens da série dividem opiniões entre os fãs. A participação do ator brasileiro Rodrigo Santoro na série é um dos exemplos. “A impressão que dá é de que colocaram ele lá apenas por questões empresariais. É como se fosse um filler, que não influencia na história”, comenta o estudante Ian Caetano. O final da série é outro ponto sensível de discussão entre quem assistiu. Muitos consideram o desfecho complexo e aberto demais. “Acho que o final não devia entrar tanto em questão. O que importa mesmo é toda a série, o final é mais um detalhe diante de tudo”, afirma Bruna Chamelet, que assistiu a série após o término, em um ritmo mais acelerado.



Autores: Daiana Petrof / leoncarelli

















Fonte: DM

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